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Valetas Fundas

A vida é amarga e doce. E com a profunda vivência desses dois estádios, acabamos por perceber que nem tudo é como um dia sonhámos. Mas o nunca não existe; resta o tempo. Para ignorar, curar, crescer! E viver.

Valetas Fundas

A vida é amarga e doce. E com a profunda vivência desses dois estádios, acabamos por perceber que nem tudo é como um dia sonhámos. Mas o nunca não existe; resta o tempo. Para ignorar, curar, crescer! E viver.

Desafio

Bárbara Celta, 23.09.21

 

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Nãooo!… depois de manifestar tranquilidade absoluta relativamenteme ao zodíaco, não me vai dizer que afinal é astróloga. Eu não aguentava com essa revelação. Antes os búzios ou borras de chá. A não ser que a informação que me deu sobre o signo - Virgem - também tenha sido disparada por uma roleta, tal como a minha ou até, hipótese não desprezável, uma provocação "macabra". Ambas em aberto, portanto, entre outras.
O cocuruto a descoberto - ou em vias, vá lá! -, bem... a isso atribuí sempre as causas a factores genéticos (o que é um descanso - seja lá isso o que for, não tivemos culpa), excluindo completamente qualquer tipo de ansiedade que leve os cabelos a desistirem da sua função, deixando-me desprotegido e sem graça.
Supondo que não sofre do mesmo mal, de ser abandonada pela flora capilar, outras marcas indesejáveis terá, que isto da passagem do tempo se não deixa pegadas visíveis no miolo, na carapaça é fatal como o destino. E, por conseguinte, lá terá a sua cruz, com que amavelmente me solidarizo. Há-de passar. Coragem!

Assim sendo, lá terá que se "aguentar"! Na verdade, tenho caído na graça dos Deuses: têm-se portado bem comigo - daquilo que há, não falta nada!
De astróloga a vidente, passando por adivinha, as minhas previsões são sempre certas, na incerteza. Que é como quem diz: nunca me engano e raramente tenho dúvidas... logo, é bom que vá sabendo com o que pode contar. Não vão as expectativas sair goradas... pense antes o quanto lhe posso ser útil!!! Suponho que antecipar a jogada, é meio caminho andado...
E não!, ainda que noutras partes em que lutava contra ela, os tempos tenham mudado e a dita "flora capilar" não seja mais alvo de insatisfação,

cabelolongoescadeado.jpgpara meu regozijo, (ainda) não me abandonou de todo. Seja no "cocuruto" ou na vizinhança circundante. Até aí, os deuses (ainda) não enlouqueceram... pelo contrário, não deve andar longe de 500mm! 

amigosvirtuais.jpg

Ohh!, essa observação minuciosa - ao milímetro - merece-me um aplauso sem reservas. No entanto, imaginar alguém a sair de uma pantalha de computador, directa ao observador, é uma imagem que não me sossega: recorda-me um filme - O Exorcista -, de há umas dezenas de anos, protagonizado por uma, então, menina chamada Linda Blair que, curiosamente, e tal como Madre Teresa de Calcutá, também não enveredou por caminhos muito ortodoxos. Isso..., essa imagem, desculpe o abuso, não descansa ninguém. Optar por um gatinho ou, até, o golfinho da vizinha seria muito mais relaxante...
Mas seja feita a sua vontade e passo ao interrogatório acintoso:
Essas funções de tudóloga de futuros, exerce-as onde? No centro da cidade, ou por ali à volta? (Pelo meu lado, como troca de informação confidencial, posso dizer que o meu métier de crítico de nada exerço-o no campo. Champ-sur-Mer, s'il-vous-plaît!)

Ora, então não é a imagem ideal para "exercer as ditas funções de tudóloga"? Atente, p.f., no período de pandemia de que somos vítimas: ao que consta, até o SNS só nos proporciona consultas por telefone e email. Ou nem isso... Assim sendo, porque carga d'água teria eu de arriscar?!
E não seja mal agradecido! Tem o desplante de me chamar "exorcista"? A mim?! Que tenho esse livro (O Exorcista) na prateleira e, mesmo depois de várias tentativas, nunca consegui passar além das primeiras páginas! E olhe que apesar de dedicar um carinho, estima e apreço especialíssimos aos livros - sempre foram (e são) o meu tesouro -, regra geral, quando me chegam às mãos são "mortos e esfolados" de imediato... Acho que foi a única vez que chorei o dinheiro que dei por um livro! A acrescentar, só talvez uma colecçãozita - creio que 3 volumes - que trata de áreas afins: essa treta de transcendente, sobrenatural, divino, fantasmas, coisas tipo "padre Fontes-Vilar de Perdizes"!!!
Por isso, se de alguma coisa pode ficar seguro é de que a minha "função de tudóloga" contempla pelo menos uma excepção: essa área! E mais: não vejo com muito bons olhos para quem isso é "religião"!!! Por sinal, e em tom de confidência pública, segredo-lhe (até) a minha abstinência nesse campo (religioso): para todos os efeitos, agnóstica assumida, caro Watson! Embora fosse educada nos preceitos da Santa-Madre Igreja Católica, foi coisa que durou aí até à precoce adolescência.
(Abro um parêntesis para dizer que não meto a astrologia nesse saco. As características intrínsecas a cada signo, tem um ar de correspondência convincente... que é como quem diz que conhecendo o dito, calcular-se-à facilmente - com rigor e precisão - o "ar de Sua Graça"! De previsões, enfim, vou ali e volto já...).
Assim sendo, para já, podemos ficar em que exerço as ditas funções na cidade. Ville-sous-l'air, s'il vous plaît! Neste caso parece que num comprimento de onda invejável, apesar das centenas de kms que nos separam! 

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Sorry, se desiludi!