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Valetas Fundas

A vida é amarga e doce. E com a profunda vivência desses dois estádios, acabamos por perceber que nem tudo é como um dia sonhámos. Mas o nunca não existe; resta o tempo. Para ignorar, curar, crescer! E viver.

Valetas Fundas

A vida é amarga e doce. E com a profunda vivência desses dois estádios, acabamos por perceber que nem tudo é como um dia sonhámos. Mas o nunca não existe; resta o tempo. Para ignorar, curar, crescer! E viver.

Encantamento

Bárbara Celta, 01.10.21


"Remendou o dia"?? Então de "velho" não tem nada! Está mais prá-frentex do que nunca!! Qual é o chic actual que não tem, pelo menos, um remendo e um buraco?? Já "tonto"... enfim... (ainda) em estado de avaliação... A prova dos nove virá a seu tempo.
O "eco" soa a coisas distantes. Quiçá distorcidas. Vozes do Além! Amedronta mais do que acalma ou alimenta. Porventura, somos todos um ar que se escapa no eco de nada. Querer manter esse eco é uma tarefa vã. Faça vibrar essas cordas e... o eco renovar-se-à a cada instante.
Venha daí, vamos dar uma volta... apanhar ar... renovar o espírito... dar de beber à dor. De mãos-dadas! Dedos entrelaçados! 

maosdadas.jpg

 

Gosto de Fernando Pessoa (...). Mãos dadas: impossibilidade na possibilidade.
Poderás ser uma confissão de que a minha vida não se me basta (...). Mas não agora. Se abrir a porta, não estarás do outro lado. Ainda assim, dá-me as mãos por brincadeira...   

"... Que segredos num contacto!
Que coisas diz quem não fala!
Que boa vista a do tacto
Quando a vista desiguala!...

... 

Todo o teu corpo está dado
Nas tuas mãos que retenho.
Mais vale ter enganado
Do que ter porque não tenho."

Não!, suponho que não seria uma "impossibilidade na possibilidade". Segundo Heidegger, (só) “a morte é a impossibilidade de qualquer possibilidade”. E parece que até aí estamos todos de acordo! Mais do que isso, para quem tanto insiste na "teoria das cordas", é uma incoerência, sendo que, até onde julgo que entendi, a dita afirma e confirma que se pode estar em estados diferentes simultaneamente. Daí se concluindo que as coisas são aquilo que nós queremos que sejam - aquilo que nós vemos nelas. E, sinceramente, daí parece que não vem grande novidade ao mundo, em termos psíquicos. Axiomas...

Íris, perder tempo comigo?.
Como soubeste que a temática do suicídio é um encantamento que ainda não desvendei?.
Espectros solares, comprimentos de onda?. Inquietante e no entanto (...). És mulher para ser sonho, não para amar.
Já nem o ciclo de Krebs sei de cabeça (...). Mas sei que um dia não estarás por aqui e não quero sentir saudade.
Não quero descobrir um dia, de repente, que és uma confissão de que a minha vida não me basta.
Não saberia o que fazer com isso. E como já sabes sou obtuso, e tendo para o zero mental.
Já disse: sou tonto!!!
E não quero ficar no interior da tua ausência, a ter de gostar.
Sou mesmo tinteiro!!! Abraço.