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Valetas Fundas

A vida é amarga e doce. E com a profunda vivência desses dois estádios, acabamos por perceber que nem tudo é como um dia sonhámos. Mas o nunca não existe; resta o tempo. Para ignorar, curar, crescer! E viver.

Valetas Fundas

A vida é amarga e doce. E com a profunda vivência desses dois estádios, acabamos por perceber que nem tudo é como um dia sonhámos. Mas o nunca não existe; resta o tempo. Para ignorar, curar, crescer! E viver.

Mistério

Bárbara Celta, 19.09.21

misterio.jpg

 

Descrição deveras interessante apesar de parecer demolidora. Saber ter mau feitio é uma arte e uma força, como saber ser amável e cordato é elegância e não necessariamente fraqueza, sussurrava-lhe Carlos.


"Demolidora"? Pois, de certa maneira foi essa a intenção, mas como muito bem sabe, as aparências iludem! Aceitaria o "amável e cordato". Mas... não necessariamente por "elegância"! E sim por harmonia. Duma maneira geral, sou amável e delicada, porém confesso que não tenho muita paciência, sobretudo para aquilo que me parece absurdo e até ordinário. Para tudo qua a minha calculadora não consegue assimilar e/ou digerir. Daí que seja um pouco intolerante! Ah! E "um pouco"... é um grande favor, convenhamos!


Ser intolerante, se doseado q.b., pode também ser força de carácter. É não estarmos dispostos a abdicar dos nossos princípios só para não "armar ondas". É não ter "pachorra" para aturar pessoas cuja presença causa mais desconforto do que bem-estar. É não aceitar pequenos pormenores que nos desagradam, só porque são "pequenos pormenores". Estes por vezes fazem toda a diferença. E sei que, como eu, é muito atenta aos ditos (pormenores): eles observam-se no comportamento, na convivência, na forma de vestir, na apresentação geral, e em tantas outras "insignificâncias". E são tão importantes que, por vezes, não obstante toda a cosmética e/ou água benta de que nos possamos socorrer, um simples detalhe é suficiente para afastar irremediavelmente as pessoas. É uma antipatia congénita que não conseguimos esconder, sempre que sejamos iguais a nós próprios e não tenhamos o hábito de fingir, ainda que por diplomacia. Em contrapartida, pode ser também um simples e singelo pormenor a influência decisiva para que jamais esqueçamos determinada pessoa; que uma coisa (quase) igual, ou semelhante a tantas outras, faça toda a diferença!


É isso! São os "pequenos pormenores" que, não raro, para mim são grandes, confidenciava Íris, e me fazem virar as costas! Não raro, por uma coisa de grande monta, sou capaz de aguentar muda e queda; desvalorizar. É normal? Curioso, às vezes fico a pensar se não serei meio avariada?! E de facto alguém um dia me dizia que "tinha o chip mal colocado"! Admito que alguma ligação não estará perfeita... 


A propósito de "comportamento"... não suporto pessoas impostoras! E parece-me verosímil que algumas até nem o sejam propositadamente - são assim, e não há volta a dar -, mas com essas só mesmo "relações diplomáticas". Aquele jeitinho de dizer sempre amém, a mim que gosto tanto de ser do contra, tira-me do sério. Mas note que isto não quer dizer que viva em constante desacordo com tudo e com todos ou que, para mim, tudo esteja errado! Nada disso...


Apesar de ser, como o grosso da multidão, uma "revoltada" com o mundo em geral, sou absolutamente pacífica e sensata. Ainda que, muitas vezes - ou pelo menos algumas -, o que me faça discordar é aquela pequena "dúvida metódica" que leva a que se aprofunde mais o assunto possibilitando outras conclusões. Quantas vezes surpreendentes, além do espanto por eventualmente verficarmos que, afinal, sabemos coisas em que jamais tínhamos pensado!

inveja.jpgSe calhar, por isso, "antipática"! Mas não tenho razões de queixa... Bem... da parte das mulheres talvez... mas diria que costuma ser mais... inveja! E a verdade é que nunca percebi porquê!!

Vai-me achar presumida, mas não!: se bem que seja um pouco altiva, efectivamente peco por modéstia. Quiçá, por ser daqueles "especimens" tão tímidos quanto desinibidos, tão introvertidos quanto extrovertidos (sou ambivalente, sim!).

Daí, dou a mão à palmatória: tenho (um incontornável, maravilhoso e sedutor) mau feitio - todos nós temos algo que nos torna especiais -, talvez também por isso haja quem diga que sou misteriosa e inconfundível...