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Valetas Fundas

A vida é amarga e doce. E com a profunda vivência desses dois estádios, acabamos por perceber que nem tudo é como um dia sonhámos. Mas o nunca não existe; resta o tempo. Para ignorar, curar, crescer! E viver.

Valetas Fundas

A vida é amarga e doce. E com a profunda vivência desses dois estádios, acabamos por perceber que nem tudo é como um dia sonhámos. Mas o nunca não existe; resta o tempo. Para ignorar, curar, crescer! E viver.

Um mundo "anarca"?

Bárbara Celta, 01.07.21

 

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Leitura, música, horta... Leitura, música, horta... horta/pomar, música e leitura.

Vida pacata. Sem tumultos ou perturbações, agitação ou desassossego.
Um mundo à parte. O espaço selvagem de Íris!
Indiferente às páginas do calendário e aos ponteiros do relógio. Menos ainda às telecomunicações.
Aquela sensação de liberdade total.
Utopia maculada apenas por alguns constrangimentos de somenos importância.
Um cenário que só a Net é capaz de colmatar,
para ver outras paisagens, aprender, pesquisar. E socializar.
Admitindo que a falta de motivação dera origem à contagem decrescente: 80 para 8.
Hábitos que se perderam, tranquilidade e serenidade que se adquiriram.

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Mas a vida é um grande um "hobby":

gostos que se revelam desgostos,

desgostos que se transformam em gostos.

Nuns e noutros, a mesma envolvência e empenho.

Por gosto e com gosto.
Satisfação e muita garra,

mesmo que seja desgosto...

Dores e prazeres à parte. Acima de tudo, pragmática.
Polivalente e multifacetada, troca sozinha a lâmpada do quarto,
cozinha um saboroso bacalhau-à-brás, um delicioso bolo de chocolate
e compotas divinais,
além de resolver outras trivialidades desta ordem em casa.
Cultiva os seus legumes e tenta manter a capoeira sob controlo;
com os gatos é um desatino - gato perdido é gato achado...
Sabe fazer planos orçamentais, a reconciliação bancária
e resolver um sistema de equações com múltiplas incógnitas;
fluente em quatro línguas estrangeiras e exímia na língua materna.

livrocoração.jpg

Frequentou a escola peripatética de Aristóteles;
assistiu embevecida aos ensinamentos de Sócrates, até que bebeu a cicuta;
andou de mão dadas com Nietzsche, Kant e Descartes;
interessou-se por Darwin e Freud;
devorou Tolstoi e Dickens, Hugo, Sartre e Camus, Eça e Pessoa;
bocejou sobre as teorias de Smith e Drucker, Deming e Ishikawa, Buffett e Peters.

E está até consciente de que isso e nada é a mesma coisa.
Mas dá para subsistir sem grandes percalços,
com elevado grau de auto-suficiência e um mínimo de agentes agressivos,
ao som de Dylan, Pink Floyd, Doors, Stones, Fausto ou Ravel.
"Stricto sensu"!